
Eu conheci "A Culpa é das Estrelas" ano passado, folheando uma das revistas Capricho da minha amiga, a Bárbara. O livro estava na seção de sugestão de presentes, se não me engano, e me chamou a atenção pelo título. Intrigada, fui lá e anotei o nome no meu iPod e ao chegar em casa, joguei o nome no Google e procurei a página do Skoob dele. Li resenhas, sinopse, e gostei, colocando na minha lista de "Livros para comprar".
Enfim, no começo desse ano, consegui achar o livro. Foi meio por acaso que o encontrei na livraria, por isso fiquei tão feliz com a minha aquisição. Apesar da vontade imediata de sentar e lê-lo, me segurei, mas não adiantou lá muito coisa - consegui lê-lo em 3 dias, em meio a choros descontrolados (com direito a soluço, olhe só) e, não se engane pela sinopse, risadas e muitos sorrisos.
"A Culpa é das Estrelas", de John Green, conta a história de Hazel e Gus (Augustus), dois adolescentes com câncer que se conhecem em uma reunião desses grupos de apoio para quem tem a doença, que como diz a orelha do livro, "juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas". A partir daí, dá pra se ter uma ideia do que acontece.
E o livro é encantandor, belo, verdadeiro e ás vezes até brutal, mas sempre apaixonante. O tema, apesar de já ser tão explorado em filmes e livros, não o torna clichê ou cansativo. É difícil não amar os personagens e não sentir o que eles sentem. Dá vontade de entrar no livro e participar da história, ser amigos deles. Gus e Hazel são personagens tão cativantes que, ao terminar o livro, senti falta deles, assim como se tem saudades da convivência de um amigo. Porque foi isto que me tornei deles - uma amiga.
Não tenho dúvida alguma de que "A Culpa é das Estrelas" virou um dos meus livros preferidos. Do mesmo modo que a Hazel se refere a seu livro preferido, "Uma aflição imperial" (fictício), eu me refiro a este: "Ás vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam". Por isso, leiam-o. "A Culpa é das Estrelas" é provavelmente o livro mais lindo que você vai ler. Como descrito pelo The New York Times, "Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia". E eu não poderia concordar mais,


